Zabranews

apenas um blog bem humorado a serviço da informação desnecessária

‘Só entende quem é mãe ou pai’

leave a comment »

Acordo neste dia 7 de abril com a notícia do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, que completa quatro décadas de existência em 2011. As primeiras imagens vistas pela televisão, ligada logo em seguida, são da presidente do Brasil a chorar enquanto pedia um minuto de silêncio em memória das vítimas. Ao ver a cena, soube-se que algo de muito ruim havia acontecido lá no Rio de Janeiro. É muito triste, tão triste que é difícil mensurar. “Só sabe quem é mãe ou pai”, afirmou a minha mãe.

Vi a apresentadora do jornal, o governador do Rio de Janeiro e o prefeito da capital fluminense comovidos; o porta-voz da Polícia Militar, a chefe da Polícia Civil e também o sargento que matou o jovem assassino em massa; os bombeiros que socorreram as vítimas, a senhora idosa que acolheu crianças feridas fugidas do massacre e o secretário municipal de Saúde emocionado; via ainda o senhor — com certeza já avô — que levou muitos “ainda respirando” ao hospital; e ao final a mulher desesperada ao saber que o filho estava entre as vítimas fatais.  

Daí para frente só enxerguei pais e mães na tela da tevê.

Anúncios

Disculpas por el patético y ofensivo reportaje!

leave a comment »

Desde o último sábado, após a eliminação do Paraguai da Copa do Mundo da África do Sul, o povo paraguaio divide-se entre festejar o feito histórico e a polêmica envolvendo uma reportagem da SporTV, canal por assinatura da Rede Globo. Tudo porque a recepção aos heróis semifinalistas tem concorrido com o descontentamento causado pela matéria, cujo texto depreciativo dispara preconceito e ignorância contra os paraguaios. Mas quem é que ganha com isso?

É bom lembrar que a matéria em questão cita, é claro, a “namoradinha da Copa” Larissa Ruiquelme, e sua promessa de desfilar pelada pela Praça da Democracia, em Assunção. Caso a seleção daquele país chegasse às semifinais do torneio, ela sairia pelas ruas da capital paraguaia exibindo a forma nua de suas medidas (90-57-94). Tudo ia bem até o narrador emendar uma piada de gosto duvidoso atrás da outra. O objetivo era o de ridicularizar o Paraguai, seu povo, seus costumes, seu time de futebol e seu governo. Confira abaixo e tire suas próprias conclusões:

No vídeo, vemos a fisionomia de quase gozo estampada nos rostos angelicais dos apresentadores brasileiros. Ela menos à vontade do que ele. Mas o sujeito parece não se aguentar para ver novamente as curvas de Larissa.

“O Paraguai nos surpreende a cada dia. É um paraíso obscuro do mundo. Sim, Ciudad del Este é um polo industrial, tecnológico, etílico. É demais! Tem de tudo! Pra quem não gosta de praia, o Paraguai é o lugar perfeito para gozar merecidas férias”, diz o narrador, num tom sem graça e nem criatividade.

Casal de apresentadores do canal SporTV parece achar graça da reportagem que virá em seguida, e que ridiculariza o Paraguai -- Foto: Reprodução

Iria ser apenas mais uma “brincadeira” que nós brasileiros fazemos o tempo todo. Sim, pois brasileiro gosta mesmo de contar vantagem e expor as fraquezas do alheio. Experimenta falar mal do Brasil lá fora. Tem gente disposta a até faz greve de fome por um pedido formal de desculpa. Vai fazer como o repórter Larry Rohter, do jornalão norte-americano “The New York Times”, ao descrever as obesas garotas de Ipanema de hoje ou quando ele resolveu revelar ao mundo a caidinha do presidente Lula por uma lapadinha de pinga.

Apresentadores da SporTV parecem saber se portar melhor ao fazer uma piada sem graça do que ao pedir desculpas -- Fotos: Reprodução

Mas coisas feitas contra os nossos vizinhos — e fazemos demais da conta — a gente costuma ignorar. Nem ligamos quando uma peça publicitária de uma empresa que se diz global usa uma latinha de cerveja para xingar de “maricón” os argentinos.  E ainda somos capazes de não acharmos errado isso. O caso do Paraguai é outro exemplo. Com exceção do pedido de desculpas formal que a SporTV fez (assista vídeo abaixo) e uma ou outra notinha na internet, ninguém sabe da tal história. Como muitos nem sabem que a Justiça mandou a Ambev retirar do ar o comercial das tais latinhas boca suja da Skol.

E esse comportamento bem brasileiro só me chamou a atenção há alguns anos, durante uma viagem de dois meses que tive o previlégio de fazer pela América do Sul. É que sempre ao me apresentar como sendo brasileiro, passei a notar uma resposta repetida muitas vezes a mim:

— És brasileño? Del más grande del mundo!

A ladainha parecia até combinada de antemão pelos nossos hermanos da Argentina ao Peru. O fato é que achava engraçado, depois passei a ficar intrigado. Ao perguntar, por fim, a um  peruano o motivo para tal cantiga entoada por eles, recebi como resposta algo inesperado:

— É que os brasileiros gostam de contar vantagem. Vocês sempre dizer ter o maior estádio do mundo, o maior rio do mundo, a maior floresta tropical, a melhor seleção, o melhor clima do planeta, as mulheres mais bonitas, etc. Será que não percebem isto?

Percebi naquele momento que não ganhamos nada sendo assim. E o problema é que enriquecemos nos últimos anos e ganharemos mais dinheiro, sem deixarmos de lado o lado estúpido dos novos “burricos”.

No final, quem ganhou com tudo isso foram os produtores e apresentadores do SporTV, que foram convidados pela ministra paraguaia do Turismo, Liz Cramer, a fazerem uma visita ao Paraguai para, quem sabe, pôr fim ao preconceito e à ignorância (Clique aqui para ler o texto “Disculpas no bastan, invitan a que ventan a Paraguay”, em espanhol). Só tenho dúvidas se algum deles aceitará o presente.

Além da equipe da emissora, a modelo Larissa Riquelme se deu bem. Afinal, está negociando tirar a roupa para a Playboy brasileira, segundo a imprensa paraguaia (Clique aqui e confira)

Por fim, ganhou também a cantora Ramonita Vera, cujo nome ainda não havia sido citado, mas que agradeceu aos brasileiros pela  “publicidade gratuita”. E, de quebra, ela ainda deixou um conselho valioso aos vizinhos ricos do lado de cá: “Que tenham humildade! Pois se nota a léguas que não a têm.”

Acerto de contas (1966 x 2010)

leave a comment »

Alemanha e Inglaterra são rivais antigos, no futebol e também em outras áreas. Não é de hoje que alemães e ingleses lutam entre si – na guerra, na economia e até mesmo no campo de futebol – ao redor do mundo. Há vitórias para ambos os lados, sujas e limpas há que se lembrar. E, neste domingo, dia 27 de junho de 2010, vimos no Mundial da África do Sul um filme parecido com o ocorrido na final da Copa do Mundo da Inglaterra.

Bom, parecido quanto aos times em questão, sem contar a polêmica que envolve o já histórico confronto. E como em tudo nesta vida, o tempo mostrou-se soberano. Os cavaleiros da rainha acabaram sendo punidos por um acerto de contas que ninguém ousaria adivinhar, mas a história tratou de tornar possível.

Para quem não se recorda – eu, por exemplo, só iria nascer uma década mais tarde –, a finalista Alemanha Ocidental tomou de 4 a 2 dos donos da casa, na derradeira partida do torneiro de 1966, na grama sagrada do estádio de Wembley. Na ocasião, o atacante inglês Geoff Hurst chutou, a bola explodiu no travessão após um leve tapa do goleiro germânico Hans Tilkowski e pingou no chão, em cima da linha. O assistente soviético Tofik Bakhramov validou o polêmico gol, que dava vantagem para os britânicos por 3 a 2, já na prorrogação (Hurst fez mais um e a partida terminou 4 a 2). E os ingleses venceram graças a dois fatores cruciais: a atuação extraordinária de Hurst (até aqui goleador máximo em uma final de Mundial de Futebol, com três gols) e a interferência do trio de arbitragem (ao validar um dos gols do artilheiro inglês, num lance em que a bola não entrou).

Confira o lance:

Pois bem, 44 anos depois os ingleses provaram do seu veneno. A situação foi invertida. A Alemanha ganhou de 4 a 1. E, por ironia do destino (ou não), a Inglaterra ainda engoliu um gol de Steven Gerrard não marcado pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda, naquele momento o tento levaria a partida a um empate de 2 a 2. Mas a Alemanha tinha o tempo a seu favor, e uma melhor equipe também.

Clique aqui para conferir o lance  polêmico deste último confronto entre Inglaterra e Alemanha.

Pois é, como na vida o futebol nos ensina que o tempo é o melhor remédio, e que a justiça tem suas peculiaridades. Como esta ocorrida hoje lá na África do Sul.

See you fellow brit!

O reinado de Jabulani

leave a comment »

 

Jabulani, soberana cujo reinado se iniciou na última sexta-feira, dia 11 de junho, e que vai até a final da Copa do Mundo da África do Sul de 2010 -- Foto retirada gentilmente do site do Estadão

 

Muitos reclamam dela.
Tem quem não goste nem de suas cores.
Os goleiros só se queixam de sua personalidade arisca.
Há também atacantes reclamões que não conseguem convencê-la a gingar.
Pois bem! Jabulani é mulher. E mulher é assim mesmo. Principalmente quando insistem em lhe tratar mal. Experimenta fazer isto com a tua patroa!
Mas a coisa mais certa a partir de ontem:
Todos – e quando digo todos são todos mesmo, até os queixosos – estarão de olho nela. Os olhares dos amantes do esporte estarão procurando a rainha do Mundial de Futebol na África. As vuvulzelas e seus súditos já anunciam a chegada de vossa majestade, a bola. Os jogadores irão brigar por ela, arrancarão sangue se preciso. Tenham certeza!
E por mais que tenham dito coisas rudes sobre ela, Jabulani será a única que chamará a atenção por estes dias. Até a grande final, quando cederá gentilmente seu trono à Copa do Mundo, e consequentemente ao seu novo dono. Ou não?!
Por isso, é certeza que muitos ainda sentirão falta da majestade africana no futuro. E quando o desenho de seus gomos se tornar clássico, veremos mais do que uma bola melindrosa.
Veremos a história que passou logo ali, na África do Sul, bem em frente aos nossos olhos. E com replays quase que instantâneos…
Aproveite a Copa!
Mas antes, vejam Jabulani em ação. E com direito a dancinha e tudo, num golaço do sul-africano Siphiwe Tshabalala.
Clique aqui para assistir aos melhores momentos do primeiro jogo da Copa 2010.

Seria Lionel Messi um ser de outro mundo?

with one comment

Após a brilhante e memorável atuação de Lionel Messi no jogo entre Barcelona (ESP) e Arsenal (ENG), vi e li europeus o chamarem de extraterrestre. Um bom apelido para o jovem autor dos quatro gols de sua equipe. Ele fez mágica no Camp Nou, na última terça-feira. Mesmo assim, não creio que o argentino de 22 anos tenha vindo de outro mundo.

Argentino Lionel Messi festeja seu 2º gol na vitória do Barcelona contra o Arsenal, em 6 de abril de 2010

Rejeitado por clubes argentinos, o "menino bichado" Lionel Messi virou rei em Barcelona

O embate entre ingleses e espanhóis valia vaga nas semifinais da Copa dos Campeões da Europa, e Messi estava preparado, muito mais do que qualquer outro jogador.

Nicklas Dendtner abriu o placar em favor do Arsenal. E foi só! Depois se viu apenas o atacante do Barcelona buscar loucamente o gol. Rápido, ofensivo, inteligente e, por vezes, malandro como todo bom argentino, Messi foi soberano.

Nada deteve Lionel e sua canhota, seja ao desferir o tiro fatal de 105 Km/h no ângulo ou na sutileza do golaço de cobertura. Os seus súditos queriam um espetáculo. E o rei lhes deu, marcou mais dois. Pobre do goleiro quando isso acontece.

O primeiro tempo da partida foi do argentino. Messi era o único a chutar contra a meta adversária, só ele parecia correr, só ele jogou. Era o seu dia. Afinal, a bola desejava ser tratada carinhosamente por seus pés. Até os zagueiros teimavam em tabelar com a estrela do Barça. E quem vai contra isso? Nem as pancadas eram capazes de parar o prodígio.

Oras, mas quem pode impedir Messi? Respondam-me! Lionel nasceu pobre na cidade de Rosário, em 24 de junho de 1987. Aos 11 anos, o menino jogava pelo New’s Old Boys. “El niño” não crescia como os demais de sua idade, a bola era maior do que seu corpo frágil. Foi então que os médicos diagnosticaram um problema de saúde, uma disfunção hormonal prejudicava o desenvolvimento ósseo da promessa argentina.

Havia tratamento para a tal doença, mas era caro. Cada injeção diária custava US$ 1.500, muito para uma família de origem humilde de um país pobre da América do Sul. Era a época do curralito, confisco dos depósitos bancários por parte do governo da Argentina.

O New’s Old Boys, seu clube naquela data, negou-se a pagar pelas injeções, a mesma coisa fizeram os dirigentes do River Plate, quando lhes foi oferecido o “menino bichado”. Mas quem poderia impedir Messi? O pai do menino já sabia a resposta.

A família embarcou rumo à Espanha, onde a fama de Lionel Messi o precedia. Pintou um teste no Barcelona, onde todos estavam curiosos para ver a jóia rara. O raquítico sudaca – como são designados os sul-americanos em Barcelona – não botou medo nos grandões mais velhos, e melhores nutridos. Apanhou, apanhou muito, porém jogou como sempre.

Reza a lenda que os olhos agudos do velho Carles Rexach, técnico dos juniores do Barça na época, fisgaram o momento de mais pura intimidade entre aquele garoto e sua amiga bola. Foi um momento mágico, porém apenas o primeiro de muitos a serem vistos pelos espanhóis.

“Contratei ele em 30 segundos! Ele me chamou muita atenção. Em meus 40 anos de futebol, jamais havia visto coisa semelhante”, declarou o antigo ídolo do Barça. Aos repórteres, Rexach não se cansa até hoje de relembrar sua primeira visão do “menino argentino”. Ele conta ter sido hipnotizado por aquela criança. Durante o teste, foram cinco chances de marcar e – a exemplo do último dia 6 de março – o jovem de apenas 12 anos converteu quatro.

Tal qual a história de tantos craques brasileiros, o rei de Barcelona não gostava de estudar, ele adorava passar o tempo livre jogando futebol e chorava ao perder uma partida.

Mas quem pode impedir um pobre garoto sul-americano de realizar o sonho de jogar futebol? Nós brasileiros já sabemos a resposta.

E, mesmo com todos esses predicados, a contratação de Messi não foi fácil. O contrato foi assinado em 2000, numa mesa de bar, num papel sem valor e, pasmem, num dia muito criticado por alguns dirigente, esses deviam ser tolos ou cegos, ou os dois ao mesmo tempo.

É, os europeus jamais conhecerão o mundo de onde veio Lionel Messi, um planeta desconhecido que existe do lado de cá do Atlântico.

Ah se eles fizessem produtos como fazem publicidade…

leave a comment »

Toda vez que vejo uma publicidade bem feita – seja em veículos eletrônicos ou impressos – me questiono se os sujeitos da marca em questão produzem suas mercadorias da mesma forma que fazem a propaganda dos mesmos. A minha imaginação é fértil e voa além, talvez por isso seja tão crítico ao ver uma peça publicitária mentirosa, não que todas não sejam. Afinal, publicidade é o ato de fazer você acreditar em mentiras, e comprar enganações.

A Pepsi é, sem dúvida, famosa por suas investidas publicitárias. Michael Jackson foi seu principal garoto propaganda, digamos que ele deu os cabelos pela marca.

Ultimamente, a fabricante americana de refrigerante aposta todas as fichas no futebol e, mais do que isso, na Copa do Mundo da África, cujo patrocinador oficial eterno é a rival Coca-Cola. As peças costumam ser muito boas e exalam a criatividade dos marqueteiros, empenhados em nos fazer crer que a bebida de cola é boa.

Para tanto, a Pepsi não economiza ao contratar o brasileiro Kaká, o argentino Lionel Messi, o marfinense Drogba, o francês Thierry Henry e o inglês Frank Lampard. O filme lançado este mês realmente é original, o gosto da tal refrigerante é que continua sendo o mesmo intragável sabor de água de reuso.

Toda vez que assisto a este comercial Pedigree fico me perguntando se a minha cadela Mel concordaria com tal esforço. Os publicitários fazem os pobres cãezinhos pular tão alto para pegar o petisco lançado que o mimo parece mesmo suculento. A minha cachorra, por exemplo, costuma vomitar quando come a ração preparada pela empresa. Mas a propaganda continua sendo muito boa.

A Fiat tinha uma fama muito peculiar entre os brasileiros, que achavam seus carros horríveis. Quando era pequeno, sempre escutava piadinhas acerca da sigla, que virou para muitos “Família de Italianos Atrapalhando o Trânsito” ou “Fomos Iludidos! Agora é Tarde”.

O fato é que a famosa Fabbrica Italiana Automobili Torino inventou uma maneira muito interessante de vender a ideia de um carro robusto e resistentes. O Fiat 147 ano 1976 seria, enfim, a solução dos problemas dos motoristas brasileiros. Mas apenas aqueles que foram proprietários de um dos primeiros carros montadora aqui no Brasil é que podem dizer: “Eu paguei por todos os meus pecados”.

Comercial de cerveja sempre tem mulher bonita e aquele copo cheio e gelado suando, claro! A cerveja Polar – do Rio Grande do Sul – inovou ao mostrar o martírio de uma dupla de gaúchos que imagina como seria a vida longe dos Pampas. O comercial da bebida é muito bom, porém a tal cerveja é pior que a Kaiser e a Antárctica juntas:

Sem dúvida alguma, um dos melhores comerciais já veiculados na mídia foi o da vodca Smirnoff, que não é lá essas coisas, apesar de ser triplamente filtrada. Penso que produto bom se vende sozinho, não precisa de boa estratégia de marketing e nem marqueteiro inventando historinha para te empurrar porcaria goela abaixo.

Nem todo golaço é gol de placa

leave a comment »

O meia Diego Souza rece­beu ontem, em São Paulo, uma homenagem rara no fu­tebol, uma placa comemora­tiva pelo golaço marcado na penúltima rodada do Brasi­leiro 2009. O ídolo palmei­rense do passado César Maluco é que entregou a justa honraria ao jogador, que passa a ter a data de sua façanha ex­posta na sala de troféus do Palmeiras.

O gol anotado por Diego aconteceu em 29 de novem­bro, na vitória da equipe verde de 3 a 1 sobre o Atlético-MG. O chute de primeira foi a 54 metros da do gol adversário. De dentro do círculo do meio de campo, ele disparou um chute venenoso e forte com a perna direita, após a zaga re­bater a bola. Goleiro e zaguei­ros adversários não tiveram ação, apenas torceram em vão pelo insucesso do meia. Foi literalmente um “gol que Pelé gostaria de ter feito”.

A homenagem é bonita e justa, mas nem todos os cha­mados “gols de placa” po­dem ser chamados assim. Afi­nal, alguns são até considerados uma pintura, mas não che­gam a receber a tal placa.

A última vez que um gol do Palmeiras chamou tanta atenção pela categoria foi há exatos 8 anos – em 20 de mar­ço de 2002. O também meia Alex (hoje na Turquia) assinou sua obra-prima contra o São Paulo.

Naquele lance, no estádio do Morum­bi, o jogador invade a área tri­color chapelando um zaguei­ro e, em seguida, aplica outro chapéu no goleiro Rogério Ceni.

Até os torcedores do São Paulo, na época, elogia­ram e comentaram o golaço de Alex. No entanto, a direto­ria rival jamais lhe daria a tal placa.

Written by zabranews

20 de março de 2010 at 16:56